Arquivo de agosto \25\UTC 2010

Bateria de Vírus

A Sociedade Americana de Química apresentou no seu 240° Encontro Nacional novos estudos acerca de baterias sustentáveis. A proposta é tão simples quanto interessante: utilizar um vírus produzido em laboratório para gerar energia.

As baterias convencionais produzem eletricidade convertendo energia química em energia elétrica usando dois eletrodos – um ânodo (positivo) e um cátodo (negativo). A ideia é utilizar o novo vírus como um cátodo alternativo. Batizado de “bacteriófago M13” (em tradução livre), o vírus é inofensivo aos seres humanos, infectando apenas bactérias.

O principal objetivo do projeto é a Naplicação desta nova fonte energética em roupasN, tanto para uso civil como militar. Para tal, basta pulverizar a substância geradora de energia para que esta se mescle ao tecido. De acordo com Mark Allen, psquisador do MIT responsável por apresentar o projeto, “os soldados carregam quilos e quilos de baterias. Mas se você transformar suas vestimentas em uma porção de bateria, eles se livram de bastante peso. O mesmo acontece para executivos que viajam com frequência e se incomodam com vários carregadores – laptop, celular e outros dispositivos”.

Além de serem muito mais leves e duráveis do que as baterias convencionais de lítio, as baterias virais são mais seguras. Ao gerar menos calor durante o processo de geração de energia, reduz-se o risco de inflamabilidade.

Tecidos em prototipagem rápida

A tecnologia que já é utilizada para a confecção de peças pequenas e protótipos de variadas escalas, agora também será usada na fabricação de tecidos. Pequenos elos plásticos são sinterizados simultaneamente,  garantindo a produção de uma malha flexível, resistente e já nas dimensões desejadas.

Este processo permite algumas mudanças na produção têxtil tradicional – os processos envolvidos são reduzidos, visto que não há mais a necessidade de colorir, cortar ou costurar as peças; fios e agulhas tornam-se assim obsoletos. Como são produzidas por meio de modelos tridimensionais feitos pelo computador, a possibilidade de variação dos padrões é infinita, abrindo um novo ramo para o vestuário confeccionado sob medida.

Além de uma produção muito mais veloz – peças que demorariam meses para serem manufaturadas podem ser produzidas em questão de horas – a tecnologia ainda permite uma produção sem nenhuma sobra de material, e com a utilização de um termoplástico reciclável, as roupas são fabricadas sem desperdício.

Shapeways e Freedom of Creation são algumas empresas trabalhando nesta área.

Indústria prepara-se para lançar o “Eco Index”

Um consórcio de 100 produtores e varejistas do segmento de vestuário acaba de criar um software capaz de medir o impacto ecológico (ou “carbon footprints”) do ciclo de vida de seus produtos. São medidos os impactos desde o cultivo e coleta da matéria-prima, manufatura, transporte e descarte. A iniciativa parte de empresas do calibre de Nike, Levi Strauss, Timberland, Adidas, Brooks Sports e Target – sem ser surpreendente, nenhuma empresa do mercado de luxo está envolvida até então.

O “Eco Index” software funciona por meio de um questionário: a ferramenta pergunta aos fabricantes sobre suas práticas ambientais e trabalhistas, e muitas das respostas vêm diretamente dos seus fornecedores. A partir das informações colhidas, o aplicativo gera uma graduação que representa um percentual de um score perfeito. A título de exemplificação, uma empresa ganha pontos por ter um programa de reciclagem ou por tratar a água utilizada durante o processo de fabricação. Pontos são perdidos quando os produtos utilizam uma embalagem muito volumosa ou são transportados por distâncias muito grandes.

Eco Index
Alguns tópicos analisados pelo software – veja o infográfico interativo

O software será lançado no Outdoor Retailer Expo, que tomará lugar em Salt Lake City em agosto. Ainda levará algum tempo para que o Eco Index, que vem sendo desenvolvido já há três anos, seja apresentado ao grande público. A idéia do programa é atingir primeiro justamente os fabricantes, provendo às empresas uma ferramenta em comum para observarem os impactos sócio-ambientais causados por seus produtos e serviços.